''Certas coisas'' precisam ser silenciadas/apagadas da mente para que não cheguem ao coração... É a arte da escolha. O privilégio de decidir o que fazer e agir para prosseguir, permanecer ou radicalizar. Nada é simples, mas precisamos mudar para prosseguir (mesmo dando continuidade a algo escolhido anteriormente), pois mudamos o "eu e o outro" - dia após dia - involuntariamente. É a regra... O melhor a se fazer é: (re)começar no que possuímos... Sem medo... Enfim, impedir que ‘’certas coisas’’ se aproximem do coração (é uma atitude mínima para evitar o caos), pois a escolha involuntária tocada pelo coração te afetará de uma forma ou de outra...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Vinte e um...
''Talvez o dia seja repleto de realizações, mas eu preciso passar das 21h.''''Meu objetivo nunca foi alterar o habitat de alguém.''Tenho 21 dias. Apenas...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A tecnologia de cada dia
‘’Quarenta mensagens. Noventa notificações. Cinquenta e quatro solicitações de amizade. Sete torpedos. Setenta ligações... ''
Dizem que é necessário alimentar-se
de três em três horas. Então eles alimentam o ego e conduzem todas as refeições
à era digital.
Compartilham até os momentos
íntimos com os amigos-desconhecidos e tornando-se, por quinze segundos, a
sensação da web. Conversa com os amigos da Inglaterra através do Skype e com o
irmão, no outro quarto, pelo chat do Facebook.
A distância, hoje em dia, não é
verificada por quilômetros, mas sim por bytes, sistemas operacionais e redes
sociais. Não é perceptível, mas ele sofre com um distúrbio. E uma das
principais causas para os distúrbios dos relacionamentos está embutida na ‘’tecnologia
de cada dia’’.
Todas as épocas foram adaptadas ao
novo. Porém, a que ele está vivendo, foi transformada em uma bomba relógio, devido
ao grande número de pessoas dependentes da tecnologia. O necessário não é óbvio.
E eles estão construindo relações através de artifícios.
É necessário que ele se mantenha atualizado,
mas o óbvio precisa permanecer e ser conduzido a um destino melhor, pois os
seres humanos precisam compartilhar laços de afetos reais, ao invés de construir
laços por meio de fios digitais.
‘’E nenhuma carta. ’’
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Sábado - Parte I
‘’Sábado, trinta de abril de 2005’’, escreveu Louis em seu diário...
A chuva já se tornou parte da decoração. Como de praxe, faz seu café, alimenta as plantas e conduz seu corpo até a varanda. Para ela, nada mais voltará ao seu devido lugar, pois nunca existiu ordem.
A vaga lembrança - entre a xícara e o balanço das árvores - um jovem casal de mãos dadas, correndo na chuva; felizes! Entre um gesto e outro, a doce e temida recordação.
O sangue derramado em um abismo sem fim, a carrega de volta para a triste e dolorosa realidade. O campo já não é mais verde, o horizonte já não parece tão feliz e a xícara, agora, está em pedaços.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Devaneio
Hoje, eu resolvi excluir tudo o que não presta: e-mails antigos e novos também, pessoas vazias, lembranças ''fumaças'', verdades não ditas, conteúdos ralés e identidades camufladas. Procurei um baú; guardei as emoções.
Olhei para o horizonte e busquei pessoas que me fizessem enxergar o além do meu ''eu''. Não encontrei uma alma sequer. Lamentei, chorei, esmurrei, gritei...
Porque todas as minhas necessidades vão de encontro ao próximo ego? Mas, e eu? O que está acontecendo com o 'eu'?
Tento não confundir, mas entre um devaneio e outro, prendo-me em um quarto de emoções e logo indago. Não sei o que. Aí, eu me deparo com Clarice, falando da felicidade das loucas. Talvez seja isso ou nem tanto. Uma doce e solitária mulher dentro de uma bolsa qualquer. Ou apenas, uma nordestina louca.
Para ti, um pouco de rancor e amargor.
Quem sabe um licor de chocolate para enfeitar a beleza interior? Com tantas qualidades, me pego dentro dos defeitos, e gosto, afinal quem nasceu para ser perfeito?
Todas as tentativas foram em vão (quem dirá? o que dirá?). Não fui boa o suficiente e nem fiz nada para melhorar. Quanto tempo ainda possuo? Não sei, mas o que será... Ainda não é meu. O tempo compreenderá as rugas.
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