Hoje, eu resolvi excluir tudo o que não presta: e-mails antigos e novos também, pessoas vazias, lembranças ''fumaças'', verdades não ditas, conteúdos ralés e identidades camufladas. Procurei um baú; guardei as emoções.
Olhei para o horizonte e busquei pessoas que me fizessem enxergar o além do meu ''eu''. Não encontrei uma alma sequer. Lamentei, chorei, esmurrei, gritei...
Porque todas as minhas necessidades vão de encontro ao próximo ego? Mas, e eu? O que está acontecendo com o 'eu'?
Tento não confundir, mas entre um devaneio e outro, prendo-me em um quarto de emoções e logo indago. Não sei o que. Aí, eu me deparo com Clarice, falando da felicidade das loucas. Talvez seja isso ou nem tanto. Uma doce e solitária mulher dentro de uma bolsa qualquer. Ou apenas, uma nordestina louca.
Para ti, um pouco de rancor e amargor.
Quem sabe um licor de chocolate para enfeitar a beleza interior? Com tantas qualidades, me pego dentro dos defeitos, e gosto, afinal quem nasceu para ser perfeito?
Todas as tentativas foram em vão (quem dirá? o que dirá?). Não fui boa o suficiente e nem fiz nada para melhorar. Quanto tempo ainda possuo? Não sei, mas o que será... Ainda não é meu. O tempo compreenderá as rugas.